A menina mimada nunca foi fresquinha,
Atravessa qualquer coisa, aprendeu a desenrrascar-se sozinha
Sozinha, assim, nem tanto.
Ela não vive sem amor, paixão, encanto...
Há dessas que ficam princesinhas outras guerreiras de primeira linha.
A bonequinha de porcelana revestiu-se de aço,
Aprendeu a andar a ponta dos pés para depois andar nas pedras sem sapatos.
Mãos de princesa e alma de Joana Darque...
Dedilhar piano nunca foi seu forte,
Diga isso aos seus pais, eles tiveram sorte!
Cansou-se de ser Rapunzel na torre coberta de flores,
Cansou-se de esperar pelo príncipe encantado,
Deixou de acreditar em amores...
Bobos da côrte enfeitiçados.
Mas chorou por um monte desses, que depois se mostram sapos.
Príncipe mesmo só um...Não exatamente um príncipe.
Homem para ela tem que ser plebeu, guerreiro, constante.
Daqueles que não nos deixam por nenhum instante, seja qual for!
Chorou e ainda chora...
Porque espera que mude o mundo...
Liberdade é a palavra certa...
Igualdade é o que espera.
Livre das barreiras que o preconceito revela,
Não gosta de muros, nunca gostou.
Não precisa de armas para tentar revolucionar.
Não gosta de flores, se não os seus botões, vivos e suntuosos.
Ramalhetes são desperdícios...
Homens infiéis que os mandam para encobrir defeitos, mais ainda!
Deixou de ver a vida como um filme, cansou-se de esperar do nada!
A luta é a melhor maneira de se sentir amada, armada!
Mas ainda ama o som do mar,
Música alta, baladas constantes...
Para quê drogas, se a vida é tão mais inebriante?
Laços rosas nas caixas de presente,
Vestidos, ainda sim, mas em gavetas e moldes,
Porque desenhar ainda é o seu ponto forte!
Sua nobreza não vem de impérios
Corre nas suas veias!!!
Sol'

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